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domingo, 27 de abril de 2014

O avanço tecnológico presente nas metodologias em sala de aula – a Etnomatemática


A sociedade atual está passando por muitas transformações sociais e várias mudanças tecnológicas; a cada momento surgem novos modelos de celulares, aparelhos de televisão (TVs) totalmente cheios de novidades, afetando, diretamente, pessoas que também querem aderir a tantas inovações altamente atrativas. A Educação, por sua vez, não pode ficar de fora das mudanças tecnológicas; cabe aos educadores ir à busca dos novos conhecimentos tecnológicos, que estão surgindo a cada minuto, para tornar suas aulas mais atraentes e prazerosas.
 O uso das tecnologias na escola deverá propiciar, aos seus educandos, a construção de conhecimentos de forma criativa, colaborativa, inventiva, enfim, que resultem efetivamente numa educação de qualidade. 
No ensino de Matemática, as tecnologias podem auxiliar a prática do professor em sala de aula, proporcionando metodologias alternativas aos professores de matemática em que o ser em formação vivencie novos processos educacionais, que façam sentido e tenham relação com a sua integração na sociedade. Sem uma educação matemática, com qualidade, a criança ou o jovem talvez não tenham oportunidades de crescerem no saber matemático, saber esse, importante para sua qualificação profissional em qualquer área. Desse modo, o saber matemático deve ser vivenciado no contexto tecnológico, se assim não for, infere-se que a exploração, pelos alunos, das possibilidades inerentes ao desenvolvimento científico e tecnológico que perpassam a sociedade estará cada vez mais restrita.
Penteado (1999) relata que,

um novo cenário afeta a forma como os alunos e professor se comportam na sala de aula e a forma como se comunicam entre si. O professor se vê diante de situações novas (os alunos também) em relação ao que usualmente está acostumado a enfrentar, exigindo estratégias diferentes. (p. 303).

Dessa forma, os professores atualmente devem estar preparados com novas formas, metodologias para utilizarem durante as aulas de matemática, procurando mostrar a matemática presente na realidade de uma forma diferenciada, mais motivadora em que os alunos percebam a importância dessa ciência ao longo da história e principalmente no seu dia-a-dia.
Uma forma que o professor pode trabalhar “as diferentes matemáticas” é através da Etnomátematica. A Etnomatemática surgiu a partir das idéias de Ubiratan D’Ambrosio, quando esse propôs que programas educacionais enfatizassem as matemáticas produzidas por diferentes culturas.  Para D’Ambrosio (1998, p.5)  a “Etnomatemática é a arte ou técnica de explicar, de conhecer, de entender nos diversos contextos culturais”.
 Assim, a Etnomatemática procura reconhecer e registrar as diferentes formas e situações que produzem o conhecimento matemático, mostrando que esse conhecimento não é único, mas sim variado e distinto conforme o contexto em que está inserido. As manifestações são percebidas por meio de diferentes teorias e práticas, das mais diversas áreas que emergem os ambientes culturais.
A Etnomatemática representa então, um caminho para uma educação Matemática renovada, pois proporciona questionamentos nos alunos em relação as situações reais vivenciadas por eles na sociedade.
Essa metodologia é muito importante na Educação Matemática, pois valoriza a história dos alunos pelo reconhecimento e respeito as suas raízes culturais. O aluno é capaz de reunir situações novas envolvendo suas experiências anteriores, fazendo com que o aluno adapte essas às novas circunstâncias, ampliando dessa forma, seus fazeres e saberes.
Assim, o trabalho pedagógico deverá relacionar o conteúdo matemático com o ambiente do indivíduo, suas manifestações culturais e suas relações de produção e trabalho.


Referências

D’AMBROSIO,U. Etnomatemática: Arte ou técnica de explicar e conhecer. 4 ed., São Paulo: Ática, 1998. p. 88.

PENTEADO, Mirian G. Novos atores, novos cenários: discutindo a inserção dos computadores na profissão docente. In: BICUDO, M. A. V. (org.). Pesquisa em Educação Matemática: Concepções e Perspectivas. São Paulo: Editora UNESP, 1999, p. 297-313.


A ORIGEM DA CALCULADORA

Máquina de calcular


A palavra “cálculo” tem sua origem no termo latim para “pedra”. Acredita-se que elas tenham sido um dos primeiros instrumentos instrumentos utilizados pelo homem para calcular. A prática de reorganizar as pedras em colunas deu origem à primeira calculadora, o ábaco, que se originou na China no século VI a.C. a primeira máquina de somar na verdade foi construída em 1642 pelo francês Blaise Pascal (1623-1662). Pascal cresceu observando seu pai ocupado em horas de cálculos tediosos. Determinado a reduzir o trabalho de seu pai, construiu aos 19 anos um aparelho automático que, girando suas pequenas rodas, adicionava e subtraía. Por mais precisa e rápida que fosse para sua época, a máquina de calcular de Pascal nunca foi bem aceita: os funcionários, cujo ganha-pão advinha de cálculos à mão, viram no dispositivo uma ameaça a seu trabalho e se recusaram a usa-lo.

Em 1671, o matemático alemão Gottfried Wilhelm Vonb Leibniz (co-inventor do cálculo com Isaac Newton) construiu  um mecanismo, a “roda graduada”, capaz de fazer as quatro operações fundamentais e ainda extrair raiz quadrada. O cartão perfurado foi criado na primeira metade do século XVIII, mas a aplicação de seu princípio à máquina de calcular só se deu em 1880, por iniciativa do americano Herman Hollerith (1860-1929), que trabalhava no departamento de recenseamento dos Estados Unidos e estavam preocupadas com a quantidade de que precisava ser gravada e processada. Ele abriu sua própria empresa em 1896 e, ao lado de dois sócios em 1924, fundou a IBM (Internacional Business Machines).