A
sociedade atual está passando por muitas transformações sociais e várias
mudanças tecnológicas; a cada momento surgem novos modelos de celulares,
aparelhos de televisão (TVs) totalmente cheios de novidades, afetando,
diretamente, pessoas que também querem aderir a tantas inovações altamente
atrativas. A Educação, por sua vez, não pode ficar de fora das mudanças
tecnológicas; cabe aos educadores ir à busca dos novos conhecimentos
tecnológicos, que estão surgindo a cada minuto, para tornar suas aulas mais
atraentes e prazerosas.
O uso das tecnologias na escola deverá
propiciar, aos seus educandos, a construção de conhecimentos de forma criativa,
colaborativa, inventiva, enfim, que resultem efetivamente numa educação de
qualidade.
No ensino de Matemática, as tecnologias podem auxiliar a prática do
professor em sala de aula, proporcionando metodologias alternativas aos
professores de matemática em que o ser em formação vivencie novos processos
educacionais, que façam sentido e tenham relação com a sua integração na
sociedade. Sem uma educação matemática, com qualidade, a criança ou o jovem
talvez não tenham oportunidades de crescerem no saber matemático, saber esse,
importante para sua qualificação profissional em qualquer área. Desse modo, o
saber matemático deve ser vivenciado no contexto tecnológico, se assim não for,
infere-se que a exploração, pelos alunos, das possibilidades inerentes ao
desenvolvimento científico e tecnológico que perpassam a sociedade estará cada
vez mais restrita.
Penteado (1999) relata que,
um novo cenário afeta a forma como os alunos e professor se comportam na
sala de aula e a forma como se comunicam entre si. O professor se vê diante de
situações novas (os alunos também) em relação ao que usualmente está acostumado
a enfrentar, exigindo estratégias diferentes. (p. 303).
Dessa forma, os professores atualmente devem estar preparados com novas
formas, metodologias para utilizarem durante as aulas de matemática, procurando
mostrar a matemática presente na realidade de uma forma diferenciada, mais
motivadora em que os alunos percebam a importância dessa ciência ao longo da
história e principalmente no seu dia-a-dia.
Uma forma que o professor pode
trabalhar “as diferentes matemáticas” é através da Etnomátematica. A
Etnomatemática surgiu a partir das idéias de Ubiratan D’Ambrosio, quando esse
propôs que programas educacionais enfatizassem as matemáticas produzidas por
diferentes culturas. Para D’Ambrosio
(1998, p.5) a “Etnomatemática é a arte
ou técnica de explicar, de conhecer, de entender nos diversos contextos
culturais”.
Assim, a Etnomatemática procura reconhecer e
registrar as diferentes formas e situações que produzem o conhecimento
matemático, mostrando que esse conhecimento não é único, mas sim variado e
distinto conforme o contexto em que está inserido. As manifestações são
percebidas por meio de diferentes teorias e práticas, das mais diversas áreas
que emergem os ambientes culturais.
A Etnomatemática representa então, um caminho para uma educação
Matemática renovada, pois proporciona questionamentos nos alunos em relação as
situações reais vivenciadas por eles na sociedade.
Essa metodologia é muito
importante na Educação Matemática, pois valoriza a história dos alunos pelo
reconhecimento e respeito as suas raízes culturais. O aluno é capaz de reunir
situações novas envolvendo suas experiências anteriores, fazendo com que o
aluno adapte essas às novas circunstâncias, ampliando dessa forma, seus fazeres
e saberes.
Assim, o trabalho pedagógico deverá relacionar o conteúdo matemático com
o ambiente do indivíduo, suas manifestações culturais e suas relações de
produção e trabalho.
Referências
D’AMBROSIO,U. Etnomatemática: Arte ou técnica de explicar e conhecer. 4 ed., São
Paulo: Ática, 1998. p. 88.
PENTEADO, Mirian G. Novos atores, novos
cenários: discutindo a inserção dos computadores na profissão docente. In:
BICUDO, M. A. V. (org.). Pesquisa em Educação Matemática: Concepções e
Perspectivas. São Paulo: Editora UNESP, 1999, p. 297-313.
